Somos o Ondas do Saber.

Somos um grupo cultural brasileiro, com mais de 11 anos de trajetória, que aprendeu, com a celebração da inteligência negra periférica, que a vida sempre se renova e que, com ela, é possível plantar um futuro mais justo, inclusivo, democrático e culturalmente sustentável para o planeta e para as pessoas.

Surgimos em 2015 com a iniciativa de democratizar o acesso à produção cultural, permitindo que as novas gerações aprendessem, por meio do audiovisual e da comunicação, a narrar suas próprias histórias. Mais do que isso, buscamos garantir que pudessem aprender e ter acesso às tecnologias. Desde então, diversas atividades foram realizadas, possibilitando a expansão do projeto e alcançando um número cada vez maior de pessoas.

Em 2016, iniciamos o primeiro conjunto de formações voltado aos estudantes do Escola Municipal Ipitanga. A iniciativa contemplava fotografia, audiovisual e edição, com o objetivo de oferecer uma atividade complementar realizada duas vezes por semana, ao longo de 11 meses, em parceria com a unidade escolar.

Em 2018, motivados por novos desafios e compreendendo a importância da produção periférica, alinhada às políticas públicas de escola de tempo integral, expandimos as atividades para o Escola Municipal Gregório Pinto de Almeida. Trata-se de uma escola localizada em um território de alta vulnerabilidade socioeconômica, situada entre duas comunidades historicamente marcadas pela violência e pelo abandono do poder público.

Ainda como estratégia de difusão da educação e da cultura, em 2016, em parceria com a antiga Usina Digital e a Usina Cultural, foi instituído um núcleo de formação em Itinga, na comunidade de Santa Júlia, um território historicamente marginalizado, periférico e, à época, marcado por altos índices de violência.

A proposta, mais uma vez, era possibilitar que as pessoas contassem suas próprias histórias e construíssem suas próprias narrativas, assegurando o direito à voz e à representação. Por se tratar do maior bairro de Lauro de Freitas, a iniciativa também tinha como objetivo ampliar o alcance do projeto, chegando a um número ainda maior de jovens das comunidades periféricas.

Mais do que uma formação técnica, o projeto é um movimento de afirmação, integralmente gratuito e acessível à comunidade. A gratuidade não é apenas uma característica, mas um princípio estruturante da iniciativa, garantindo que o acesso ao conhecimento não seja condicionado por barreiras econômicas.

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